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Estudo mostra o impacto da assimetria dos seios na saúde mental de adolescentes


Assimetria mamária afeta a auto-estima e a saúde emocional, reporta a revista Cirurgia Plástica e Reconstrutiva
 
Diferenças no tamanho dos seios impactam significativamente a saúde mental de garotas adolescentes, afetando a auto-estima, o bem-estar emocional e a capacidade de interação social, informa a edição de dezembro da Cirurgia Plástica e Reconstrutiva, revista médica oficial da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (American Society of Plastic Surgeons (ASPS)).


 
Mais do que uma “questão estética”, a assimetria das mamas pode ter efeitos psicológicos e emocionais negativos , de acordo com o estudo do Dr. Brian I. Labow, cirurgião membro da ASPS, e outros profissionais do Hospital Infantil de Boston. Eles sugerem que a intervenção precoce pode ter benefícios para a saúde mental até mesmo de mulheres jovens com diferenças relativamente moderadas no tamanho dos seios.
 
IMPACTO DA ASSIMETRIA MAMÁRIA NA SAÚDE MENTAL DE GAROTAS ADOLESCENTES
 
Os pesquisadores avaliaram a capacidade psico-social e a qualidade de vida associada à saúde de 59 adolescentes e jovens mulheres (12 a 21 anos) com assimetria mamária. Em todas as pacientes, os seios diferiam em pelo menos um tamanho de sutiã. Avaliações similares foram realizadas em um grupo de garotas que não sofriam de assimetria mamária e em outro de garotas que sofriam de hipertrofia mamária (crescimento excessivo dos seios).
 
A idade média era de 17 anos em todos os grupos. Cerca de 40% das garotas com assimetria mamária possuíam mamas tuberosas, uma malformação congênita em que os seios não se desenvolvem normalmente.
 
Diversos aspectos da saúde mental e bem-estar eram inferiores para garotas com assimetria mamária, comparados aos das garotas com seios “normais”.
 
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Após adaptações para diferenças no peso corporal, a assimetria mamária foi associada com pontuações significativamente menores para bem-estar emocional e auto-estima.
 
As diferenças foram similares para garotas com hipertrofia mamária, outra condição comum que possui impacto conhecido na saúde mental. A assimetria mamária também foi associada com questões de “fronteira” nas interações sociais, comportamentos alimentares e atitudes.
 
NÃO APENAS UMA “QUESTÃO ESTÉTICA”: INTERVENÇÃO PODE TER BENEFÍCIOS NA SAÚDE MENTAL
 
Diferenças no tamanho dos seios são comuns, especialmente no início da adolescência. Os seios normalmente se igualam com o tempo, mas em algumas garotas a diferença persiste mesmo após a puberdade. O novo estudo é o primeiro a focar no impacto da assimetria mamária na saúde mental.
 
“Estes resultados sugerem que pacientes sofrendo de assimetria mamária possuem bem-estar emocional mais pobre e auto-estima menor do que os das outras mulheres,” escreveram o Dr. Labow e co-autores. Eles observaram que o impacto na saúde mental é similar tanto para garotas com assimetria mamária moderada quanto para garotas com assimetria mamária mais severa.
 
Os efeitos psico-sociais são semelhantes aos que garotas com seios excessivamente grandes sofrem, assim como garotos que sofrem de crescimento das mamas (ginecomastia) e mulheres com diferenças nos seios devido à cirurgia de câncer de mama. Os pesquisadores notam que apesar de provisões do governo assegurarem cobertura dos planos de saúde para a cirurgia que corrige assimetria mamária em sobreviventes do câncer de mama devido a efeitos psicológicos conhecidos, o mesmo não acontece para jovens mulheres com assimetria mamária congênita. Como resultado, o tratamento em adolescentes normalmente não é reembolsado pelos planos, com a justificativa de que não há “deficiência funcional”.
 
“A obsevação do efeito prejudicial da assimetria mamária no bem-estar emocional de adolescentes com esta condição pode indicar a necessidade de intervenção precoce para minimizar resultados negativos,” escreveram o Dr. Labow e co-autores. Eles notam que isto não significa necessariamente intervenção cirúrgica, especialmente para as garotas mais jovens, para as quais aconselhamento e apoio seriam mais apropriados.
 
No entanto, para as garotas que terminaram de se desenvolver e ainda possuem uma assimetria mamária, a correção cirúrgica pode trazer benefícios emocionais importantes.
 
“Apesar de existirem barreiras substanciais para o tratamento, a avaliação e intervenção precoces podem ser benéficas para estas pacientes e deveriam incluir controle do peso e aconselhamento psicológico,” concluem Dr. Labow e seus colegas.
 
“Este importante estudo foi capaz de concluir que a assimetria mamária, que infelizmente é classificada com frequência como um problema estético, é, na verdade, uma condição com efeitos psicológicos e emocionais duradouros, assim como a hipertrofia mamária,” comenta o editor-chefe da revista, Dr. Rod J. Rohrich.
 
Fonte: ASPS
Crédito da Foto: Collin Key via Compfight cc
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